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segunda-feira, abril 04, 2005

Você tem apelido?

Post Comunitário da Micha.
Acontece assim ela propõe um tema (desta vez o Mago sugeriu o tema) e quem quiser participar é só avisa-la para o post ser linkado no blog dela, a participação é livre.

Hoje o tema é:

Você tem apelido?

Hoje eu vou em defesa dos sem-apelido eu nunca tive um apelido nem quando criança nem agora.
A cultura de dar um apelido na era moderna pelo menos do início do século passado até hoje vem com o próprio nome que às vezes propicia e faz com que o apelido surja mais facilmente, tipo um menino por nome de Francisco será Chico, Chiquinho ou chicão, se for menina e tiver nome de Isabela será Bela, Belinha; e por ai vai. Essa é uma demonstração de carinho e afetividade para com a criança que
Quando esse costume não vem dos pais ou parentes que logo se encarregam de dar a criança um apelido, ele aparece nos primeiros anos de escola e como as crianças são maldosas, logo se atém a uma particularidade da vítima colocando na maioria das vezes um apelido depreciativo, do tipo se a criança tem orelhas grandes é Dumbo, se o nariz é grande é ladrão de oxigênio, pinóquio...
Com o passar do tempo ou a própria criança ou adolescente se apelida ou as situações se encarregarão disto. Comumente na adolescência quando nos fazemos seres sociais ou seja adotamos uma tribo ou estilo de vida os apelidos freqüentemente nos rondam e talvez tê-los nos integrem melhor no meio que decidimos participar.
Apelidos podem ou não ser transtornos na vida de uma pessoa, quando gostamos dele não tem problema mas quando não gostamos ou eles menosprezam demais nossa pessoa há casos em que psicólogos são procurados para tentar desfazer o estrago causado no emocional do infortunado apelidado.
Nas gangues, galeras ou quadrilhas o apelido tem status e em sua maioria é dado por algum fato que a maioria acha que foi um grande feito ou façanha executada em malefício de outrem, esses apelidos servem até mesmo para acobertar a identidade que a todo custo o meliante esconde para dificultar seu reconhecimento por parte das autoridades se segurança.
Acho que ta na hora de parar de "encher lingüiça" e contar sobre mim.
Meus pais, amigos e colegas nunca me deram apelido, o que tive foram algumas provocações do tipo: tripé, escada de apanhar coco... sempre coisas relacionadas a altura. Algumas vezes na escola me chamavam de: ?cabelão? ou metal obviamente pelo cabelo grande e pelo estilo de música que sempre gostei.
De alguns anos para cá tudo ficou na base do tratamento mesmo, tenho um amigo que me chama de Mc? Backer (o cachorro do desenho do Mr. Magoo) e eu dou de volta o mesmo tratamento. Outro amigo me trata pelo primeiro nome que lhe vêem a cabeça e eu faço o mesmo, sai coisas do tipo: Jorge, Everaldo, Egunarnílson, Ebaldo e um que não sei como se escreve, mas é tipo Creãnpis, sai um som anasalado. Quanto a alguns nomes próprios que citei acima, não tenho nada contra, a atenção é chamar o outro pelo primeiro nome que vier a cabeça nunca pelo próprio.
Hoje acho que por ter um nome que fica fácil subtrair parte dele ou joga-lo para o diminutivo eu teria grande chance de ter um apelido desde pequeno. Mas isto não ocorreu é tanto que quando raramente alguém faz isso acho estranho, mas não ruim.
Penso que não ter apelido ou não se adotar um não é ruim, quando te dão um apelido e você gosta dele este o acompanha talvez pra vida toda é bom, quando você se impõe um apelido somente para se enaltecer fica muito falso.
Não ter ou não se presentear com um, você tem a tarefa de sempre valorizar a primeira pessoa, não deixando que sua alcunha absorva a sua personalidade.
Então é isso nunca tive apelido somente formas que as pessoas me tratavam e ainda tratam por um curto espaço de tempo, se bem que ultimamente com freqüência estou sendo tratado pelas duas primeiras letras do meu nome e estou adorando esse carinho todo que recebo. Estou descobrindo que apelido não é necessariamente se esconder em outra personalidade o que acontece para certas pessoas.
É ser amado no tratamento que te dão logo quando alguém começa um diálogo contigo. Aí tranforma-se em apelido por osmose, é uma questão de tempo e afinidades.



Não se esqueçam de visitar o Jornal do Blogueiro, com uma interessante matéria sobre: Podcast.
Ficou curioso, faça uma visita lá é só clicar no link.

Postado no Weblogger

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