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quinta-feira, janeiro 26, 2006

A redação diz:

Quando pensei em escrever tinha em mente falar sobre amenidades e não em assuntos da atualidade com pensamentos e discursos engajados (universitário babaca adora esse termo), política e questões sociais são um prato cheio. Eu que me considerava apolítico estou me tornando mais preocupado e dando bastante relevância as notícias que vem do planalto central e sobre seus impactos sobre a sociedade.

Ver esses políticos fazendo lambança uma atrás da outra não há como não despertar uma revolta, indignação e um desejo de tomar atitude, mas esse tipo de vontade não é que nem o ditado que diz que "de grão em grão a galinha enche o papo". As atitudes que tem o poder de modificar não é o povo que toma, pois ele é desorganizado é cada um por si.
Os formadores de opinião são a elite abastada, os intelectuais, lideres empresariais e os tais estudantes idiotas que se organizam e nessa questão só produzem dejetos. Sobra o povo que fica que nem pato bêbado no meio de um tiroteio, me refiro as propagandas eleitorais e horários políticos na tv onde o povão é muito bem ludibriado pela conversa mole e retórica dos candidatos a candidato à mamata proporcionada pela política e nas conversas diárias onde o assunto domina o discurso.

Ao mesmo tempo vejo na tv gente falando bobagem (pra não usar termo pior), Carlos Massa (Ratinho), Marcelo Yuca (bala achada) e outros que não lembro agora; todos vindo com opiniões intelectualóides baratas, um dizendo do governo pseudo-intelectual anterior e o outro se dizendo revoltado com o atual governo, mas acreditando na esquerda socialista que o partido do governo esqueceu de colocar em prática, mas tem esperança na reestruturação ideológico-partidaria para aí sim governar bem.
Um não sabe nem o que é pseudo, muito menos intelectual (Ratinho); o outro lenhado do jeito que está sonha ainda com socialismo (Yuca).
Eu particularmente acho aceitável a esquerda o que me preocupa é a extrema direita que por enquanto não desfila no sistema partidário brasileiro. Um outro idiota que um obscuro músico desconhecido e que quem nem lembro o nome disse queera pra todo mundo votar nulo, não dar dinheiro pra políticos seria melhor comprarem ingressos para ver o show da banda dele (uma banda de punk rock de quinta, sem comentários).

É revoltante saber que parlamentares recebem R$25.000,00 de salário sem trabalhar, enquanto o povo que trabalha de verdade recebe uma miséria de aumento no salário mínimo.
É difícil de ver e aceitar o plenário cheio para votações que visam o interesse político-partidário e pessoal dos congressistas, como no caso da votação para a extinção da tal verticalização (coligações entre partidos para eleição presidencial deve ser seguida nos estados para eleição estadual), é meio difícil e longo explicar isso, mas essa extinção é um retrocesso na moralização do sistema político eleitoral brasileiro. Até o puro e angelical PSOL detentor do título de partido com propósito mais esquerdista socialista da atualidade se dividiu na hora de votar essa matéria que libera as "coligações perigosas" (queria usar um termo chulo, mas esse fica mais evasivo).
Causa asco ver as manobras entres partidos para salvar mandatos de parlamentares que receberam dinheiro ilícito e fizeram caixa 2 de campanha (todos fazem), porém os pouquíssimos acusados se agarram com unhas e dentes pra salvarem seus mandatos (mina de ouro) usando dos mais ardilosos artifícios; uns simplesmente somem - se acontecer com trabalhador normal configura demissão por abandono de emprego; tem os que apelam pra instância máxima do judiciário quase sempre ganham e retardam o processo - com uma pessoa normal que roubou uma galinha pra comer pois estava com fome fica presa e esquecida pela justiça que não julga o mérito da questão com sensibilidade e sim mão de ferro (nesses casos a justiça além de cega é desmemoriada sofre de um tipo de Alzheimer conveniente); tem os que estranhamente adoecem e emperram os andamentos dos trabalhos para a sua degola iminente - com uma pessoa normal seria demissão por justa causa ou aposentadoria por invalidez; e há ainda os que não apelaram pra santo nenhum tem o processo vagaroso pelo corporativismo existente no conselho de ética porque há sempre um deputado pedindo vistas do processo ou seja o caminho pra o início degola ganha tempo de duas sessões - com pessoas normais é cada um por si e Deus pra todos.

Não há jeito de ficar alheio a tudo isso, o que acontece na política mexe com nossas vidas, nosso bolso, nosso destino, não tem uma receita pra votar o jeito é ter memória e votar o melhor possível já que somos obrigados a fazê-los, discordo dessa obrigatoriedade, mas em certos momentos acho a decisão mais acertada.

Quando eu escrevi: O Quarto Poder - a maioria das pessoas não entendeu e comentaram basicamente: A democracia sempre.
Em momento nenhum escrevi no texto uma apologia a uma revolução armada tipo a que Che e Fidel quiseram implantar em toda a América Latina, aliás, quem é fã dessas pessoas são os remanescentes dessa época frustradaou os sempre universitários idiotas (gostei dessa palavra) quem nem sabe o caos que se transformaria a América Latina caso essa ideologia primata fosse instaurada; e tem os que andam com a camiseta estampada com o rosto do barbudo de boina porque é legal entende?!
Bem voltando a meu texto (O Quarto Poder); nem a luta armada, nem revolução, nem golpe de Estado mencionei no que escrevi o que eu tenho em mente sobre O Quarto Poder, éo povo (representantes legítimos e rotativos) no Congresso.

Executivo, judiciário e legislativo os três poderes da república, o povo seria o quarto não é complicado de se entender. Mas votamos nos parlamentares e governantes pra que o povo lá? Nem sempre nossos nobres representantes nos representam de verdade na maioria das vezes legislam em causa própria como eu já disse um pouco acima, obstruem a pauta, votam por conveniência e "trabalham" só três vezes por semana, nessa hora o povo estaria legalmente lá para requerer, fazer pressão, votar etc.

Definitivamente os pilares do País estão na educação, educação, educação de boa qualidade, saúde, saneamento básico, empregos, segurança, tecnologia de ponta, receber respeito e ter vergonha na cara.

Depois de publicar este post, à noite o ex presidente do Supremo Tribunal Eleitoral Carlos Veloso utilizou em entrevistauma palavra que define bem o que significa o fim da verticalização "Ela permite a promiscuidade partidária".

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