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sábado, fevereiro 02, 2008

Luta livre na TV.

Quando éramos pequenos e a tv ainda sem controle remoto era dominada por meu pai, acho que na época nem existia o controle remoto, assistíamos o que ele queria em muitos dos horários em que ela ficava ligada uma programação não me sai da cabeça até hoje. As tais lutas livres na época o famoso telecatch.
Eu acreditava que aqueles golpes as surras que uns davam e outros levavam eram reais, era uma grande diversão, mas sempre ficava a dúvida era autêntico ou uma farsa, preferia acreditar que era real dava mais emoção. Mais tarde ao ter certeza que tudo era um grande espetáculo de coreografias previamente ensaiadas e que o vencedor também já estava escolhido foi como saber que coelhinho da páscoa não bota ovos.

Tenho fragmentos na memória, lembranças de lutas da época, claro que um nome não esqueci, Ted Boy Marino, italiano criado na argentina e que fez sucesso lutando no Brasil, como esquecer suas tesouradas em
seqüência e seu sotaque inconfundível, outro dia até o vi numa reportagem de um programa, saudoso e choroso pelos anos de glória que viveu encima dos ringues, já velho e com um físico de barril de choop.

Durante os anos seguintes a luta livre (não confundir com vale tudo) aqui no Brasil caiu no esquecimento, perdeu força e foi relegada a pequenos clubes onde ainda ela é praticada, mas os americanos mestres na arte do entretenimento sempre destacaram esse evento como um show e show é o que melhor eles sabem fazer, vez por outra passava na tv aberta um ou outro programa mostrando os combates realizados por lá nas várias associações criadas para abrigar a modalidade.

Hoje mais uma vez empreguei parte do meu tempo (eu costumo perder muito mais tempo vendo desfiles de escolas de samba) vendo um programa na tv aberta um combate da WWE (World Wrestling Entertainment) a maior corporação privada de lutas livres esportivas do mundo, além de relembrar os velhos tempos comecei a prestar atenção no por que esse tipo de evento é chamado de espetáculo.

Nunca acompanhei, mas sei que de alguns anos pra cá até mulheres fazem parte do espetáculo, elas deixaram de ser simplesmente “a garota da plaqueta” aquelas que ficavam somente dando uma volta em torno ringue avisando qual o “assaulto” iria ter início, acho que isso existia na luta de boxe, não tenho certeza agora elas fazem parte do show, em menor número de lutadores se comparadas aos homens, a grande maioria, ou simplesmente fazendo pantomimas pra agradar ao público, e claro com a beleza e metros de tecido a menos e como não poderia deixar de ser com vestimentas muito sensuais, muitas cores é uma atração que veio pra somar e o show se renova a cada geração.

4 comentários:

José Viana Filho disse...

Pois é

essas lutas livres fizem parte de muita gente da minha geração e de outras também!!!

E vc me lembrou bem uma coisa q exitia, quando se colocava em um canal, era dificil tirar dele.

abs e bom carnaval Junio

Blog do Beagle disse...

Seu post me fez lembrar que meu Pai tinha um funcionário que participava dessas lutas. Não me lembro o nome, mas acho que era Java... Meu irmão mais novo decidiu que seria lutador e meus pais tiveram um trabalhão para mostrar para ele que aquilo não era de verdade e coisa e tal. Meu Pai chegou a apresentar o tal lutador para ele ... Boa lembrança. Bjkª. Elza

Só Magui disse...

Eu fui com mamãe e minhas irmãs ao Minas Tênis ver o Ted Boy Marino. Eu acho que o telecatch existiu por causa dele.Qd ele largou o ring para aparecer na televisão , nos Trapalhões, não falava protuguês e sumiu.Ele era leve, delgado e voava nas tesoutadas.Eu vi este programa no SBT, e nota-se que é tudo teatro , assim não tem graça a não ser para rir dos grandões estúpidos e impressionar com o tamanho deles.
http://somagui.zip.net

Domingos disse...

310Eu nunca gostei destas coisas,JUNIO. Achava sem graça e demasiados caricatos,mas enfim,só mesmo o SS pra ressucitá-lo,hehehe
Abração e uma otima semana


http://www.ramsessecxxi.blogger.com.br/