
Sem nada pra ver na televisão que anda meio ocupada com desfiles, batucadas e trios elétricos com músicas cantadas durante o ano inteiro e todo mundo pulando que nem pipoca; sem ter grana pra pagar uma bendita tv por assinatura; sem grana pra locar dvd’s, fico zapeando e numa dessas parei num programa humorístico. Que coisa deprimente ver o humor feito em certos programas, nesse em especial os comediantes “escada” não tem o mínimo timing de comédia. Comediante “escada” é aquele que participa do esquete criado pra que no momento oportuno o comediante principal participe e feche o esquete com uma situação típica engraçada.
O que vi foram atores despreparados contratados uns sem jeito mesmo pra comédia outros catados por terem se tornado celebridades instantâneas esquecidas nas participações em bbb’s da vida.
Comecei a lembrar das comédias pastelão que apareciam no Comedy Capers, O Gordo e o Magro Oliver Hardy e Stanley Laurel respectivamente, as comédias de Chaplin, Os Três Patetas, era um humor diferente e apesar de estarem iniciando num gênero que hoje reformulado vemos nessas minisséries americanas, essas comédias antigas tinham graça, os atores eram ridiculamente engraçados e o melhor sabiam fazer graça.
O que vi era somente ridículo e só quem ria eram os “atores” que pareciam se divertir mais do que proporcionar divertimento, nada contra, mas acho que entretenimento maior deveria ser dado a mais para o telespectador, as graças normais são coisas de bastidores.
Sem nostalgia, saudosismo, mas bem que o humor feito hoje poderia ter uma qualidade um pouquinho melhor, sem reinvenção de fórmulas fracassadas, sem patetices esdrúxulas. Acho que até pra fazer os outros rirem tem de ter competência e aquele espírito infantil, lúdico, um pouco displicente, mas sempre com responsabilidade ao menos com o telespectador.
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