Pages

Ads 468x60px

domingo, dezembro 05, 2004

O capeta é pop.

A popularização do mau hoje se faz de maneira ás vezes criminosa, encaixar na mente das pessoas que o mau ?habita? entre nós é ridículo. As ruindades que vejo, escuto e sinto vem da podridão da sociedade do: ?Quanto pior melhor?, esse sim é a escória elitizada que nos afunda num poço de lama.

Te olhei sem querer, te fiz esquecer, esperei tu morrer, sobriamente estou neste lugar lúgubre, perverso, maligno... Esses são os versos de um poema sombrio.
O senhor de tudo que é ruim tem coisas mais importantes para se preocupar do que se preocupar em passear por aqui.

O inferno é o caos e até o caos tem que ser bem administrado senão vira bagunça e isto ninguém gosta.
O ?coisa ruim? planeja algo para nós, mas a longo prazo, ele espera que nos dizimemos. Já ficou claro que detestamos viver em sociedade organizada, não assumimos que gostamos do próximo, para nós o próximo é somente os que nos cercam, os que estão nas adjacências são notórios estranhos.

As pessoas que elevam o mau a categoria de astro pop não enxerga que aqui ele não existe, o que esta diante de nós são os soldados do terror.
Essa de que ele é culpado de promover discórdia, por exemplo, entre casais e de dar entrevista pro moço da tv é hilário. Bob Woodward que adora ?derrubar? presidentes na América ficaria fascinado com uma exclusiva com ele. Daria pra fazer um pool de entrevistadores, afinal entrevistador que se preze tem que perguntar algo pro dragão da maldade a Hebe começaria assim: Que gracinha!

Essa de exorcizá-lo do corpo de um hipócrita qualquer hoje não tem base e veja que são muitos os libertos em situação de estremo fingimento.
Precisamos moralizar a maldade pra depois exterminá-la, afinal doença tem de ser bem tratada para que não volte.

A maldade pop vende. Vende terror, crença em falsos profetas, charlatões e aproveitadores de ocasião.
Não esperemos o mau se popularizar esse show tem de acabar.

Postado no Weblogger

Comenta aqui:(0)

quinta-feira, dezembro 02, 2004

Escaninhos da memória 2

Sonhos não realizados, frustrados e por um momento na vida algo protelou suas realizações.
Essa parte é vasta afinal sonhamos com tudo que não temos e temos tudo que não sonhamos, visitar esse setor é como ver a fita com a filmagem do verão passado ou o filme que anteriormente visto no cinema, aquele com o ator que viaja para aquele lugar e se envolve com aquela atriz, mas ele encontra-se com aquela amiga do ginásio e se lembram de um passado ocorrido nas férias de julho naquele país e lá foram felizes, mas as férias acabaram e na volta ela se envolve com outro cara e engravida dele e por ai vai.
Sonhos não são uma retórica, não precisam de auto-afirmação apenas precisam tornar-se viáveis.
Nos compartimentos a eles destinados não existe aviso nenhum, talvez por isso não são dados a eles a devida importância; Freud os estudou e grande parte do que o ser humano é ou provavelmente se tornará e obra dos sonhos.
Sonho que é sonho aquele em que a pessoa transpira bastante, se contorce na cama esse não se realiza ele não tem nexo, é pesadelo.
Um mundo melhor, sem guerras, irmandade entre os povos, término da corrupção da roubalheira despudorada, escoamento do erário para o propinoduto Brasil x Cayman da empresa Propinobras, esses são desejos comuns a todos e não sonhos.
Sonho é egoisticamente particular e como não? Eles são privados de autoria completamente individual, é a nossa identidade particular.
Visitar os escaninhos da memória seção ?sonhos? é viajar insolitamente.

Dica pra ouvir: Aerosmith - Dream On

Postado no Weblogger

Comenta aqui:(2)